GRÉCIA ANTIGA - QUESTÕES ABERTAS (III)
A PRAÇA É DO POVO
Em Atenas e nas outras cidades democráticas , o povo exercia o poder, diretamente, na praça pública. Não havia assembleia representativa: todos os homens adultos podiam tomar parte nas decisões. A lei ateniense, no século 4 a.C., fixa 40 reuniões ordinárias por ano na ágora, que é a palavra grega para praça de decisões. Isso significa uma assembleia a cada nove dias.
Essa é a maior diferença entre a democracia antiga e a moderna. Hoje elegemos quem decidirá por nós. Mesmo em cidades pequenas, delegamos por vários anos as decisões ao prefeito e aos vereadores. Os gregos, não. Eles iam à praça discutir as questões que interessavam a todos.
O pressuposto da democracia direta era a liberdade. Os gregos se orgulhavam de ser livres. Isso os distinguia de seus vizinhos de outras línguas e culturas. Ser grego ou helênico não era uma distinção racial, mas linguística e cultural. Quem falasse grego era grego, não importando o sangue que corresse em suas veias. Os gregos consideravam os outros povos, tais como os persas, inferiores, mas --ao contrário dos racistas modernos-- não por uma diferença genética, e sim por não praticarem a liberdade. (Ter a liberdade significava praticá-la.) Só eles, que decidiam suas questões, eram livres.
Dá para entender por que ainda hoje quem fala em democracia evoca com um suspiro a cidade de Atenas? Sua assembleia reunia poucos milhares de homens, e sua democracia durou apenas uns séculos. Regimes democráticos só voltaram à cena em fins do século 18, mais de 2 mil anos depois. E, no entanto, parece que nada jamais se igualará a Atenas.
QUESTÃO 01
EXPLIQUE, a partir do texto, o critério usado pelos gregos antigos para inferiorização de outros povos.
EXPLIQUE, a partir do texto, o critério usado pelos gregos antigos para inferiorização de outros povos.
ESCOLHA POLÍTICA POR SORTEIO?
Talvez o mais estranho, na democracia antiga, fosse que nela mal havia eleição. Na verdade, não havia cargos fixos, ou eles eram poucos. Havia encargos. Uma assembleia tomava uma decisão; era preciso aplicá-la; então se incumbia disso um grupo de pessoas. Mas estas não eram eleitas, e sim sorteadas.
Por quê? A explicação é simples. A eleição cria distinções. Se escolho, pelo voto, quem vai ocupar um cargo permanente --ou exercer um encargo temporário--, minha escolha se pauta pela qualidade. Procuro eleger quem acho melhor. Mas o lugar do melhor é na aristocracia! A democracia é um regime de iguais. Portanto, todos podem exercer qualquer função.
Um exemplo é o júri. A freqüência à ágora é grande, chegando a alguns milhares, numa Atenas que tem de 30 mil a 40 mil cidadãos. Mas os principais julgamentos são atribuídos a um tribunal especial, cujos membros são sorteados, o que hoje chamamos júri. Temos um caso célebre, histórico: o julgamento de Sócrates. O filósofo é julgado, em 399 a.C., por 501 pessoas. Como 281 o condenam e 220 votam pela absolvição, ele é sentenciado à morte.
A maior exceção à regra da escolha por sorteio é óbvia: os chefes militares. Deles, e de poucos outros, se exige uma competência técnica que não se requer nas tarefas cotidianas. Nestas um nível de desperdício é tolerado, porque é mais importante a igualdade (isonomia) entre os cidadãos do que a perfeição na execução das tarefas.
QUESTÃO 02
EXPLIQUE, a partir do texto, por que o critério de escolha por sorteio dos antigos atenienses era considerado politicamente razoável.
FONTE DO TEXTO: https://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2008/10/07/entenda-os-principios-do-regime-democratico-leia-capitulo.jhtm disponível em 08/03/2019
300 DE ESPARTA
“300 de Esparta” é outro marco nos quadrinhos bastante
emblemático das posturas políticas de Miller. Escolhendo os espartanos como
heróis, mais uma vez, ele enuncia suas vertentes políticas. Na antiguidade
grega, Esparta era uma cidade-estado autoritária e expansionista. Ostentava
moldes não exatamente "fascistas", mas muito próximos. Seus habitantes foram
retratados pelo autor como salvadores da Grécia. A história, entretanto, não
foi bem essa. A importância de Atenas foi tão grande ou maior. Afinal, foram os
atenienses que venceram a Batalha marítima de Salamina. Toda a pesquisa que
Frank Miller fez para embasar este gibi poderia ser acrescida de um volume de
História do Heródoto. E não custava ter lido Tucídides. Ele veria que nenhum
conflito é tão simplista assim.
Disponível em http://omelete.uol.com.br/quadrinhos/artigo/frank-miller-e-um-fascista-nos-quadrinhosqt/.
Acesso 17 de Fev. 2016
QUESTÃO 03
EXPLIQUE a crítica
dos autores ao enredo de Frank Miller nos quadrinhos “300 de Esparta”
ESPARTA X ATENAS
TEXTO 01
"Política é coisa de idiota!". Mas não pode ser! Essa sentença aparece em comentários indignados, cada vez mais frequentes no Brasil, e, em nome da verdade histórica, o que podemos constatar é que acabou se invertendo o conceito original de idiota, pois a expressão idiótes, em grego, significava aquele que só vive a vida privada, que recusa a política, que diz não à política. ".
CORTELLA, Mario Sergio. Política é coisa de idiota? Educar para crescer. Editora Abril. 09/09/2010.12:52 Disponível em:http://educarparacrescer.abril.com.br/politicapublica/ politica-eleicoes-594962.shtml. Acesso em: 21 de outubro de 2016.
TEXTO 02
[...] Pois não há homem valente no combate,
se não suportar a vista da carnificina sangrenta
e não atacar, colocando-se de perto. [...]
É um bem comum para a cidade e todo o povo,
que um homem aguarde, de pés fincados, na primeira fila,
encarniçado e todo esquecido da fuga vergonhosa,
expondo a sua vida e ânimo sofredor,
e, aproximando-se, inspire confiança
com suas palavras ao que lhe fica ao lado.
(Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira. In: Hélade:
Antologia da Cultura Grega, Coimbra: Faculdade de Letras da
Universidade de Coimbra / Instituto de Estudos Clássicos, 4. ed., 1982.)
QUESTÃO 04
ANTÍGONA
“[…] Convém não esquecer,
ainda, que somos mulheres e, como tais, não podemos lutar contra homens; e,
também, que estamos submetidas a outros, mais poderosos, e que nos é forçoso
obedecer a suas ordens, por muito dolorosas que nos sejam. De minha parte,
pedindo a nossos mortos que me perdoem, visto que sou obrigada, obedecerei aos
que estão no poder. É loucura tentar aquilo que ultrapassa nossas forças!”
(SÓFOCLES,
2005, p.8-9)
QUESTÃO 05
TERMÓPILAS
imagem 01
imagem 02
QUESTÃO 06
QUESTÃO 07


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